homeostase
para P.
a semana absurda, não porque engraçada, vamos supor são os astros debochados debochando desalmados. um pouco de lágrima, dancinha no mercado, coração acelerado, whatsapp, quinze passos de olhos fechados (se alguém assiste), adília lopes, zoom, Formigas da Noite. açúcar. o Levi carinhoso demais. a sala sem chão de tanta bagunça, talvez um macarrão seco de domingo. que dia sou hoje? lavei o cabelo e entrei na aula que estava sendo derrubada, louvamos a internet à toa. eu sei pra onde tô indo: quinta-feira começam as aulas do guri. troco uma preocupação por uma volta no parquinho e amanhã tem dentista, jacaré! uma notícia expira antes de vir a público e eu tento o mais comprido dos meus braços num cafuné. louvamos a internet à toa. quatro pessoas dizem sim, depois não, se chama instabilidade nas redes, ou fevereiro e risadinha. enough é já deu. vou começar por janeiro. vou postergar o presente por dois dedos ou dois planetas. o sentido vem segundamente ou talvez nunca mais; você sabe, P., quanto custa uma pedrinha de nada de diamante azul? tenho que comprar arroz. ontem me disseram algo sobre borboletas e extinção. algumas borboletas somem do mundo com o verbo vanish ou na casca das árvores, não foi ninguém de nome Pedro. seu pai não tem asa, pensei. tava com raiva de outra pessoa. vou comer uma maçã.
03.02.2026

